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TODOS ESTÃO SUJEITOS A ENFRENTAR CONFLITOS
Passagem Bíblica: Romanos 7.14-23
Memorizar: Romanos 8.2Introdução
O assunto abordado está ligado ao dia-a-dia de cada pessoa. Trata-se de uma declaração do apóstolo Paulo acerca de viver lidando com os conflitos que ele próprio experimentou, como todas as demais pessoas experimentam.
SITUAÇÃO DO HOMEM DIANTE DOS CONFLITOS
Características do homem diante dos conflitos – Conflitos são lutas que ocorrem no dia-a-dia de todo ser humano. São duas forças antagônicas que disputam entre si, procurando prevalecer (II Coríntios 7.5). O querer e o praticar entram em oposição (Romanos 7.15). O conflito é uma realidade na vida de cada indivíduo e que se apresenta de diversas formas e em vários níveis de intensidade.
Atitudes Diante dos Conflitos
É bem verdade que todo homem enfrenta conflitos, os mais diversos por toda a sua existência. No entanto, há de se notar que a maneira de encarar e tratar as situações difere, quanto ao estado espiritual do indivíduo (I Pedro 2.11). Aquele que não experimentou o novo nascimento é escravo da “lei do pecado”, considerado um homem carnal, pecador, cuja vida é orientada por sua própria vontade e por seus próprios desejos e pensamentos (Romanos 8.5). O cristão, nas mesmas condições, age bem diferente. Mesmo que nos primeiros momentos haja confusão ou dúvidas, ele tem condições de superar o conflito e fazer a opção certa.
CONHECENDO ALGO SOBRE CONFLITO
A origem dos conflitos – Sobre eles o apóstolo escreveu aos Coríntios (II Coríntios 7.5). Os conflitos são duas forças que se contrapõem.
Conflitos Internos de Origem Humana - Existem conflitos que se originam internamente. São considerados como lutas pessoais (Romanos 7.15). Muitas vezes, por exemplo, também surgem conflitos entre dois pensamentos na hora de tomar uma decisão. Às vezes, as emoções trazem dificuldades quando se tem de tomar decisões. O medo de errar se apodera da pessoa e ela fica sem condições de decidir (Provérbios 24.10; Hebreus 10.38).
Conflito Entre a Carne e o Espírito -O cristão é testado de diversas maneiras para transgredir a vontade de Deus, para desobedecer seus preceitos. Muitas vezes é tentado a praticar aquilo que mais lhe convém e que lhe traz prazer, satisfação, mesmo que esteja em discordância com a Palavra de Deus. Ser tentado não é pecado. O pecado está em ceder à tentação (Tiago 1.14-15). Nessa situação, trava-se uma luta entre a carne, que não quer ceder para alcançar seus intentos e o espírito que está em comunhão com Deus e discerne entre o bem e o mal.
Conflitos Externos - Esse tipo é muito freqüente na vida das pessoas. A sociedade em que vivemos, as pessoas com quem lidamos, muitas vezes se tornam motivos de conflitos, dificuldades e tribulações. Os desentendimentos, as fofocas, a inveja, os mexericos, a ambição de muitos, o desamor, são alguns fatores que geram conflitos e tribulações (Filipenses 2.2-3; Tito 3.2). O Espírito Santo concede graça para superar as agressões e insinuações que, na maioria das vezes são artimanhas de satanás para fazer o cristão pecar (Efésios 4.1-3; Colossenses 3.12).
Conflitos Internos – Existe ainda uma outra fonte de conflitos. Essa é, essencialmente, espiritual. Em muitos casos, é resultante de faltas cometidas e não confessadas. Por vezes, o crente erra e sente vergonha de confessar suas faltas. Como conseqüência, cria um complexo de culpa que o atormenta constantemente. Mas, no momento que a pessoa reconhece seu erro e, arrependida, pede perdão ao Senhor, e, se for o caso, também à pessoa a quem ofendeu, o Espírito Santo traz novamente a paz que havia sido perdida e o conflito cessa (Provérbios 28.13; II Crônicas 7.14; Joel 2.12-13).A Intensidade da Tribulação
Deus regula todas as coisas, inclusive a intensidade da tribulação e a angústia de cada um (Isaías 9.1-2; I Coríntios 10.13). Pode-se distinguir três níveis de intensidade da tribulação que sobrevêem ao ser humano.
1)- Conflitos mínimos - Para muitos, esse tipo de conflito nem é considerado uma adversidade ou coisa parecida. Porém, existe uma dose, mesmo que ínfima, de dúvida e angústia para se superar a situação. Por exemplo, uma pessoa pretende comprar uma Bíblia e aí começa a escolha: “compro preta ou marrom, de couro ou de napa, com ou sem zíper?” Aí se apresenta um pequeno conflito que,às vezes, para ser sanado é necessária ajuda de outra pessoa.
2)- Conflitos pequenos – São, até certo ponto, de pouca intensidade, mas, existe com mais freqüência. Quantos jovens hesitam quanto à escolha da carreira profissional ou da faculdade que deve cursar. Às vezes, se tornam tão tensos e nervosos que perdem a vontade de prosseguir. Ficam desanimados, medrosos, sem coragem para enfrentar o problema. Diante disto, a Palavra de Deus nos aconselha: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e ele tudo fará” Salmo 37.5.
3)- Grandes conflitos - Esses são bem preocupantes. Podem levar ao desgosto, à infelicidade, promover grandes perdas e resultar até em morte. É difícil encarar certas situações graves de modo paciente, com resignação e calma. Por exemplo, um ente querido acometido de enfermidade, uma separação conjugal, um filho vítima das drogas, o desemprego, uma traição, enfim, são momentos cruciais para se tomar uma decisão acertada quanto à solução do problema. No entanto, o cristão que, de fato, está “firmado na rocha” (Salmo 18.2; Efésios 2.20) não se desespera porque ele sabe em quem tem crido (II Timóteo 1.12).
LIDANDO COM O CONFLITO
Existem várias maneiras de se lidar com esse tipo de tribulação:
a)- Evitar o conflito - Às vezes vislumbra-se uma tribulação. Sente-se a aproximação de um mal estar que pode tornar-se uma grande tempestade. Em lugar de tomar precauções, deixa-se o mal tomar grandes dimensões. Por exemplo, as discussões entre casais. Na maioria das vezes, começam com coisas banais. Os desentendimentos vão crescendo e tronam-se freqüentes. Depois, as discussões começam a dar lugar às agressões, às ofensas, ao desinteresse imediato, e o caminho da separação e do divórcio está aberto. O correto é um dos cônjuges ceder algo e fugir do conflito. Evitar o revide. Controlar-se, calar-se (I Pedro 5.8; Efésios 4.26-27)
b)- Fugir do conflito - Algumas pessoas confiam muito em si mesmas, no seu potencial, na sua própria capacidade. Pensam que são tão fortes que podem enfrentar qualquer tipo de desafio, ou mesmo de tentações e saírem ilesas. Puro engano. O apóstolo Paulo, homem experimentado e de profunda espiritualidade, aconselhou os coríntios a fugirem de certas situações (I Coríntios 6.18). Também advertiu o seu filho na fé, Timóteo, a não defrontar com situações que poderiam ser mais fortes do que ele próprio (I Timóteo 6.11). Não se deixe levar pela idéia de que é muito forte. Corte o mal pela raiz. Fuja da aparência do mal enquanto é tempo. Certas intimidades podem se tornar laços com nó muito apertado, difícil de se desmanchar.
c)- Não tomar decisões apressadas – Usar o bom senso. Orar. Aguardar a confirmação de Deus para certificar-se qual seja a melhor decisão a ser tomada. A espera é um tempo de aprendizado, de preparo, de crescimento espiritual (Salmo 27.14; Provérbios 20.22).
d)- Enfrentar a situação confiando em Jesus – A vida do cristão é uma guerra com batalhas constantes. É necessário andar segundo o Espírito (Romanos 8.4). Compreende-se, pois, que toda atitude assumida pelo cristão deve estar sob o controle e orientação do Espírito Santo, como aconteceu nos tempos antigos com Josué (Josué 1.9) e com muitos outros servos de Deus.
CONCLUSÃOEm hipótese alguma Deus abandonará aquele que confia n’Ele. Mesmo que, em face ao conflito o crente venha fraquejar, o Espírito Santo é dado nessa dispensação da graça, com o poder renovador que atua no interior do crente levando-o à convicção de que não existe luta por maior ou mais intensa que seja, que o cristão não possa vencer. O Senhor conhece as situações difíceis que cada servo Seu está vivenciando. Ele é poderoso para ajudar a cada um a resolver os conflitos e conceder a direção certa que há de ser tomada (I Coríntios 15.57).