O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

Passagem Bíblica: Gálatas 5.16-18, 22-26
Memorizar: Efésios 5.9

MENSAGEM DO DIA

Introdução

As características que Deus deseja ver na vida do crente podem ser observadas através do fruto do Espírito. São nove aspectos desse fruto, todos provenientes do amor, o que faz deles um único fruto. Esse fruto relaciona-se ao caráter de Cristo reproduzido na vida do cristão.

POR QUE FRUTO DO ESPÍRITO?

A natureza do fruto do Espírito compreende qualidades morais como uma única virtude que nasce no crente. É fator importante no seu desenvolvimento espiritual. O homem por si mesmo não seria capaz de produzir tal fruto se não houvesse a intervenção do Espírito Santo. A vida espiritual não depende da capacidade humana porque é uma transformação, segundo a natureza divina (Efésios 3.19; II Coríntios 3.18). Isso procede do Espírito e é muito mais profundo do que qualidades morais. Porém, o Espírito Santo só atua quando o homem aceita a Sua intervenção. O livre arbítrio concedido ao homem é sempre respeitado. É, portanto, necessário que o homem saiba fazer a escolha, dando preferência àquilo que vem da parte de Deus. Só assim, o Espírito Santo produzirá o bom fruto.

Obra da Carne Versus Fruto do Espírito

O apóstolo Paulo contrasta esses dois “produtos” referindo-se à luta constante entre a carne e o Espírito (Gálatas 5.17). Ele se refere às obras da carne como sendo fruto natural do ser humano. O homem por si mesmo sempre produzirá obras carnais. Quando o corpo está entregue aos desejos carnais, as obras más prevalecem. Mas, quando o Espírito Santo está no controle, prevalecem as boas obras, porque Ele produz o bom fruto. O Espírito e a carne estão sempre em oposição; sentem desejos diferentes, o que gera os constantes conflitos. A velha natureza carnal está sempre querendo despontar (Romanos 7.14-15). Somente com a ajuda do Espírito Santo é que se pode mortificar a carne (Romanos 8.13). Uma obra, portanto, consiste em algo que o ser humano pode produzir, mas com relação ao fruto não é assim. Ele resulta da atuação de um princípio divino. O fruto é, sem dúvida alguma, a implantação divina das qualidades morais no homem (João 15.5,8).

O Cultivo do Fruto

O Espírito Santo trabalha para tornar o crente cada vez mais semelhante a Cristo. Ao contrário da carne que produz “obras mortas” (Hebreus 9.14). O Espírito começa a produzir no crente o fruto que gera mais frutos (João 15.2). Isso significa vida. Assim, o Senhor é glorificado, e outras pessoas são também atingidas. Para que o fruto seja cultivado, é necessário que haja ambiente próprio ao seu crescimento e reprodução. Uma árvore, por exemplo, produz bons frutos quando está plantada em terreno fértil e com um clima apropriado. O mesmo acontece ao cristão em relação ao fruto do Espírito (Salmo 1.3). Esse fruto não é produzido na vida daqueles que vivem de qualquer maneira, displicentes. O fruto cresce e se desenvolve num clima onde é notada a presença do Espírito Santo, onde existe o interesse pela Palavra de Deus e constante oração.

O Que Representa o Fruto do Espírito

O fruto do Espírito representa a manifestação da natureza de Cristo na vida do crente. Ele transmite ao homem a plenitude de Deus. Através do fruto do Espírito, as virtudes de Cristo são também implantadas em nós, como diz o apóstolo Paulo: “Trazendo sempre por toda a  parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos; e assim nós que vivemos estamos sempre entregues à morte, por amor de Jesus para que a vida de Jesus se manifeste também e a nossa carne mortal .” II Coríntios 4.10,11. Quando houver abundância da operação do Espírito Santo, então o fruto infalivelmente aparecerá (Jeremias 17.7,8). Outro aspecto do fruto do Espírito é que Ele produz santificação. É o Espírito divino que ajuda o cristão a entregar-se mais e mais ao Senhor e, dessa forma, dominar a sua velha natureza (Gálatas 5.17). Alguns pensam que o homem, por si, pode praticar boas obras e tornar-se uma pessoa boa e até merecedora de alcançar o céu. Isso não é verdade. O que acontece é bem diferente. A pessoa, primeiramente, torna-se boa em conseqüência da operação do Espírito Santo em sua vida e, como conseqüência de tal mudança, ela começa a produzir boas ações.

VIRTUDE DO FRUTO DO ESPÍRITO

O fruto do Espírito apresenta nove diferentes virtudes: caridade ou amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. Elas abrangem os três importantes aspectos da vida humana.
1) Aspectos que se referem à vida cristã e a Deus Paulo menciona essa lista de virtudes colocando o amor em primeiro lugar; pois é dele que partem todas as demais. O amor é a essência do próprio Deus (I João 4.8). Esse amor é expresso por Suas próprias ações (João 3.16) e por sua própria vontade (I João 4.19). O Espírito Santo opera, isto é, infunde esse amor em nós, e trabalha para que sejamos aperfeiçoados por Ele (Romanos 5.5; Colossenses 3.14). Movido por esse tão profundo amor, Deus nos enviou Seu Filho Jesus; também pela força do mesmo amor, Jesus ofereceu-Se no Calvário pela nossa redenção (Filipenses 2.8). Ele deseja que esse amor também opere em nós produzindo ações idênticas, com relação ao próximo (I João 3.16). Gozo ou Alegria – Onde o amor se apresenta vivo e dinâmico, aí existe alegria e prazer, satisfação e bem-estar. O amor é uma virtude tão sublime que é capaz de inundar o coração do crente de muita alegria, mesmo em meio às dificuldades financeiras, enfermidades, injustiças ou qualquer outra tribulação. Paz – a harmonia do amor – O reino de Deus é de paz porque Jesus, a quem o crente serve é o Príncipe da Paz (Isaías 9.6). É uma situação espiritual produzida pela reconciliação do homem com seu criador, pelo perdão recebido (Romanos 5.1). É essa situação de paz interior que concede ao crente a graça de viver em meio à violência, à corrupção, à mentira e ao engano e manter-se tranqüilo e em segurança com Deus (II Tessalonicenses 3.16).
1) Aspectos da vida cristã que respeito ao próximo Os três aspectos seguintes são direcionados ao próximo. Na palavra “ao próximo”, não estão envolvidos apenas os amigos ou aqueles que nos tratam bem. Ele é abrangente, também, àqueles que se dizem nossos inimigos. Longanimidade – é a resistência do amor É a capacidade de aguardar sem aborrecer-se ou murmurar. Significa ter “ânimo longo” mesmo nas circunstâncias adversas (Provérbios 14.29). É o exercício da paciência. As relações do cristão com as outras pessoas devem ter como característica a paciência, a espera, principalmente com aqueles que se mostram endurecidos para aceitar Jesus. A Bíblia fala da longanimidade de Deus para com o pecador (II Pedro 3.15; I Pedro 3.20). A longanimidade pode ser compreendida, também, como exercício de domínio próprio (Provérbios 16.32). Benignidade – o serviço do amor É a virtude pela qual recebemos condições de tratar outras pessoas com carinho, consideração e disposição de ânimo. Deus é a fonte dessa qualidade (Salmo 5.7) e Jesus, o melhor exemplo (II Coríntios 10.1). É desta fonte que o Espírito Santo nos concede a benignidade como fruto (Colossenses 3.12,13). Bondade – o comportamento do amor É através dessa virtude que o crente vem a ser bondoso e misericordioso com as demais pessoas. Deus é bom e toda a boa dádiva vem d’Ele (Tiago 1.17). Quem pratica a bondade torna-se uma benção para seu próximo. Os cristãos da Igreja Primitiva praticavam essa virtude, suprindo em bondade os necessitados (Atos 2.44-45). É o exemplo que deve ser imitado pelos crentes da atualidade, pois o Espírito Santo continua operando da mesma forma..

CONCLUSÃO

Esse maravilhoso fruto é produzido pelo Espírito na pessoa que se compromete e viver uma vida separada para Jesus. Não é apenas um adorno para o crente. Ele é dado para que as pessoas ao nosso redor possam ser influenciadas através da nossa postura. Elas precisam não só ver e sentir a paz, a alegria, a mansidão, a longanimidade e a temperança fluindo na vida do cristão, como também serem contagiadas. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossa obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5.16