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LOUVAI AO SENHOR COM OS DÍZIMOS
Passagens Bíblicas Malaquias 3.7-11; II Coríntios 9.6-7
Memorizar: Gálatas 6.7MENSAGEM DO DIA
Introdução
A Palavra de Deus é rica em promessas de bênçãos para aqueles que se propõe a abrir o coração e ajudar com seus bens o crescimento da Obra do Senhor, bem como os mais necessitados. Deus sempre nos recompensa com muito mais do que aquilo que pensamos ou pedimos. Comece a ofertar, a dizimar, a ajudar o próximo conforme a Bíblia ensina e faça prova do que Deus prometeu. Você verá que Ele não falha.
DÍZIMO NÃO É COISA NOVA
O dízimo vem sendo oferecido desde a antigüidade, mesmo antes de ser obrigatório na lei de Moisés. Para os que não aceitam o dízimo, alegando que não é mais válido para os dias atuais por se tratar de mandamento da lei de Moisés e porque estamos na dispensação da graça, apresentamos algumas verdades bíblicas: antes mesmo de as leis serem instituídas, já existia o costume de se pagar o dízimo. Naquela época, não existiam preceitos que regessem a obrigação sistemática de se pagar o dízimo. No entanto, os patriarcas já dizimavam com certa regularidade. Os dízimos eram usados para os sacrifícios oferecido a Jeová, para sustento dos sacerdotes e, também para ajudar aos pobres em suas necessidades. Um exemplo desse fato é a narrativa do encontro de Abraão com Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus altíssimo (Gênesis 14.18-20), Abraão, voltando de uma batalha, em que fora vencedor, encontrando-se com o rei, ofereceu-lhe o dízimo dos despojos do combate militar em que esteve envolvido (Hebreus 7.1-2). Jacó também prometeu que ofereceria o dízimo de tudo quanto possuía se chegasse em paz de volta à casa paterna. E isso aconteceu (Gênesis 28.18-22).
O Dízimo nos Tempos de Moisés
Nos dias de Moisés, o dízimo passou a ter cunho obrigatório. Deus determinou leis para entrega os dízimos que passou a ocupar papel importante para subsistência da vida religiosa de Israel (Deuteronômio 26.1-15). Assim, a casa de Deus era suprida e também garantido o sustento da tribo levítica responsável pelo sacerdócio.
De Que Consistia o Dízimo – Dar o dízimo significava dedicar a Deus a décima parte do que se possuía: dinheiro, colheita ou animais. Os judeus pagavam um dízimo anual ao Senhor, bem como um dízimo a cada três anos. Esse era dedicado especificamente aos pobres (Deuteronômio 26.12). Tudo o que deveria ser oferecido foi determinado pelo próprio Deus (Levítico 27.30-33); Números 18.21-24; Deuteronômio 12.19;14.27-29). Quando o dízimo é oferecido, há o reconhecimento de que tudo pertence a Deus e que todos são despenseiros agradecidos da Sua riqueza.
A Importância da Fidelidade nos DízimosDeus usou o profeta Malaquias para exortar os sacerdotes, numa certa ocasião, por terem negligenciado a obediência às leis divinas, pois demonstravam indiferença para com os deveres na mordomia das finanças do templo. O desleixo e o abandono das coisas sagradas trouxeram, em conseqüência, um enorme desinteresse ao povo de trazer os dízimos e as ofertas. Começaram, então, a reter, pecaminosamente, mo que deveria ser oferecido ao Senhor. O povo se distanciou do Senhor. Além da idolatria, do adultério e da apostasia, eles se tornaram indiferentes às necessidades primordiais, deixando de trazer o necessário para a manutenção do templo e do culto ao Senhor. Então, Deus revelou uma dura palavra ao profeta, acusando o povo de roubo. Eles roubaram ao Senhor deixando de oferecer os dízimos e as ofertas (Malaquias 3.8-9). Com tais atitudes, traziam para si maldição. Porque já havia falta de mantimento, não só para o templo, mas de um modo geral, as lavouras não produziam; a terra tornou-se estéril; os bichos comiam o que restava das plantações.
Deus Promete Reverter a Situação – Deus ama Seu povo e está sempre disposto a alcançá-lo com as Suas misericórdias. Então, mais uma vez, perdoaria os homens, desde que se arrependessem dos seus pecados. Advertiu-os a mudar o comportamento com relação à obediência às leis estabelecidas. Mais uma vez, por meio do profeta, determinou-lhes a maneira correta de se corrigirem: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro.” Malaquias 3.10, e os desafiou a fazerem prova de Suas palavras Malaquias 3.10-12.
A promessa continua a mesma – As promessas feitas por Deus ao povo de Israel são válidas nos dias atuais para a Sua Igreja. Deus jamais deixará de cumprir as promessas feitas àqueles que se portarem com fidelidade. Os dízimos devem ser entregues na casa do tesouro, isto é, na Igreja. Existem crentes que, por desconfiança, ou falta de conhecimento, querem eles mesmos administrar os seus dízimos empregando da maneira que melhor lhes convier. Isso é errado: o dízimo, bem como as ofertas alçadas devem ser oferecidos e encaminhados à Igreja. Quem quiser ser abençoado, faça corretamente conforme o Senhor ordenou. Então, as janelas do céu se abrirem e o Senhor derramar Suas bênçãos abundantemente.
O DÍZIMO OBSERVADO NO NOVO TESTAMENTO
Jesus reconhecia a natureza obrigatória do dízimo. Certa vez Ele repreendeu os fariseus, não porque dizimavam, mas porque tinham um cuidado grande de dízimar sobre coisas pequenas, dizimar a hortelã e o cominho, mas desconsideravam as questões de grande importância como a justiça e o amor (Mateus 23.23-24). Ele termina a exortação dizendo: “deveis, porém fazer estas coisas e não omitir aquelas.” Pode-se entender que Jesus estava ensinando que o dízimo não deve ser apenas para que as pessoas vissem que estavam cumprindo a lei, mas esse ato deveria ser acompanhado de justiça e amor. É fato que a palavra dízimo não aparece explícita neste texto bíblico. Porém, entende-se que as contribuições trazidas à Igreja se relacionavam ao dízimo. Paulo ensinou aos coríntios que trouxessem as contribuições no primeiro dia da semana e que fossem proporcionais à prosperidade de cada um, (I Coríntios 16.2). O dízimo é exatamente isso: quando se paga dez por cento sempre será proporcional ao ganho. Temos o livre arbítrio para obedecer ou não essa ordem divina. Mas não nos esqueçamos de que em todos os tempos da Igreja desde os seus primórdios, todos os crentes sentiam a necessidade de colaborar para o crescimento da obra (Atos 2.45; 4.34-37).
O Dízimo é um Ato de Fé e de AmorMesmo não tendo a obrigatoriedade do tempo da lei, pois estamos na dispensação da graça, o crente atual deve ser um dizimista exemplar, porque o dízimo continua sendo uma doutrina, embora não seja fundamental para a salvação. Quem sente o amor de Deus em seu coração tem o desejo de ver a Igreja prosperar, os crentes mais necessitados serem ajudados e o Evangelho pregado a toda a gente. Dessa forma, é necessário que se contribua sistematicamente como o apóstolo Paulo admoestou: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” II Coríntios 9.7
O Dízimo é um Investimento
Na agricultura, quando alguém faz uma semeadura, espera como resultado uma colheita. Para isso, é preciso semear em terreno propício. Quando o crente oferece seu dízimo, está semeando em boa terra e, por certo, ceifará benção como resultado. Um caso como exemplo - Certa vez, uma irmã telefonou contando o que presenciara, quando era menina, em casa de seu pai: sua família morava no interior e naquele lugarejo não havia igreja. Seu pai não era crente, mas um parente que, de vez em quando, ia visitá-los e que era um crente fiel, sempre lia a Bíblia para eles. Certo dia a leitura foi feita no livro de Malaquias onde se refere aos dízimos. A leitura impressionou aquele homem que passou a obedecer aquelas palavras. Ele era agricultor. E quando era o tempo da colheita, contou a irmã, seu pai separava a décima parte de tudo o que colhia; enchia uma carroça e levava para a praça da cidade onde dividia tudo entre os necessitados. As pessoas intrigadas, perguntava-lhe porque agia daquela maneira. Ele respondia: meu primo leu no livro de capa preta (a Bíblia) que é assim que se deve agir para sermos abençoados. Eu faço e dá certo. Às vezes aconteciam pragas de insetos nas plantações vizinhas e acabavam com tudo. Mas, como por milagre, não tocavam o que pertencia a ele. Os vizinhos se admiravam com aquilo. E ele continuava dando o dízimo de sua fazenda para o Senhor. A irmã deu este testemunho chorando e glorificando ao Senhor, dizendo que sempre houve fartura de mantimento em sua casa. Todo o crente que se propõe, com amor e alegria, a ser fiel nas suas contribuições, certamente será recompensado pela fidelidade de obedecer a Deus.
CONCLUSÃO
Temos aprendido que melhor coisa é dar do que receber (Atos 20.35). Se você que é novo crente, ainda não teve a experiência de entregar o dízimo, comece a fazê-lo.