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AMANDO A DEUS EM TODAS AS CIRCUNSTÂNCIAS

Passagens bíblicas: Atos 16.19-26; Jó 2.7-10
Memorizar: Habacuque 3.17-19

Introdução
O objetivo dessa mensagem é refletir em que circunstâncias servimos bem ao Senhor e, se somos capazes de continuar servindo-O indiferentes às condições em que nos encontramos, se bem ou se mal. E ainda quais os benefícios que receberemos por causa da persistência, da continência e da fidelidade a Deus, acreditando piamente em Sua Palavra, não duvidando, em momento algum, do Seu amor e da Sua capacidade de nos livrar das situações adversas que nos acontecem.

CONFIANÇA NO PODER DIVINAL

 A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que mesmo diante de situações difíceis, não abriram mão de sua crença em Deus e não desconfiaram da eficácia do Seu poder,  preferindo antes confiar Nele do que nas bravatas dos homens. Desde a saída do Egito, o povo de Deus experimentou os livramentos que Ele proveu, dando sinais de que Seu interesse em preservar uma nação, um povo que lhe seja temente é e sempre será primordial. Desde a abertura do Mar Vermelho, Deus vem provando aos que creêm Nele, que o amor que Ele tem pelo seu povo não diminuiu em nada e que Ele não poupa esforços para ver o bem desse povo. Todas as histórias bíblicas tem um final surpreendentemente feliz; não há uma sequer em que o Senhor vira as costas e abandona seu povo ou pessoas que confiaram que lhes daria uma solução favorável. Mesmo que a perspectiva fosse totalmente desproporcional a favor dos Seus, Deus intervinha em prol deles e mudava definitivamente a situação (2 Crônicas 14. 9-15; I Reis 20. 26- 30). Através dos tempos, a Bíblia nos dá provas suficientes para acreditarmos que o poder de Deus não tem limites, a sua dinâmica não está, de modo algum, atrelada à dinâmica humana, porém existe um requisito básico e fundamental para que Sua atuação seja eficiente, é a nossa fé, a fé de que Deus está fazendo o que é certo, o que é perfeito, o que é bom (Romanos 12.2b).

A DIFICULDADE HUMANA EM ACREDITAR

Também encontramos relatos bíblicos de pessoas que duvidaram do poder de Deus e do Seu interesse no bem estar do seu povo, no sucesso daqueles que confiaram na sua promessa de livramento (2 Reis 7. 1-2). De fato, não é fácil acreditar que as coisas mudem quando tudo aponta para a derrota, quando os inimigos são mais fortes e mais numerosos, quando se esgotam todos os recursos humanos e tudo aparentemente está perdido. Até mesmo os apóstolos, que andavam o tempo todo com Jesus, por diversas vezes não creram em Suas palavras (Mateus 14.22- 33; João 11.13 -16), e por ocasião de sua prisão, todos o abandonaram; ainda mesmo depois de sua ressurreição, depois de tê-Lo visto e tocado em seu corpo, não confiaram plenamente em sua capacidade de honra-los com o cumprimento de suas promessas para suas vidas como relatado em João 21.1-13; os apóstolos que se viram nessa situação vergonhosa, por não confiarem em Jesus, eram os mesmos que participaram ativamente nas duas multiplicações dos pães e dos peixes.,O ser humano tem a tendência normal de pender sempre para o lado mais fácil diante de uma situação decisiva, seu instinto de desistência fala muito forte quando um problema mais grave o assola, a pergunta se vale a pena continuar, persistir, teimar ou insistir, raramente se cala e a resposta vem na forma de desilusão com aquilo que se acreditava tanto. A desilusão é eminente quando as expectativas se frustram e não se consegue vislumbrar uma reversão de resultados. A esperança desaba como um castelo de areia atingido pela onda do mar. É mais fácil, aos olhos e ao entendimento humano permanecer esbravejando, maldizendo e lamentando do que por a fé em pratica e esperar a resposta “Daquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos,conforme o seu poder que opera em nós.” Efésios 3.20.

SOMENTE CRÊ, QUEM AMA VERDADEIRAMENTE

Em seu discurso no sermão da montanha em Mateus 6.25-34, Jesus aponta várias razões para confiar em Deus, todas elas deixam bem claro duas coisas:
1ª - Deus tem compromisso fiel em suprir todas as necessidades dos Seus filhos, nenhuma delas Lhe passa desapercebido
2ª - o conhecimento que Ele tem das nossas necessidades.  Deus é perfeito, e devemos acreditar em sua perfeição assim como acreditamos no seu amor. Jesus dá um exemplo de amor genuíno e sincero em Mateus 18.3, quando pega um menino e ilustra quem realmente entrará no reino dos céus. Esse gesto nos leva a refletir profundamente no seguinte:  uma criança não ama seus pais pelo que eles são, nem pelo que eles lhe dão; ou seja, um filho não ama mais intensamente seu pai por ele ser rico ou menos amor tem por ele se ele for  pobre, ela simplesmente o ama porque ele é seu pai e, porque ela sabe que seu pai lhe proverá tudo que for necessário para seu bem estar, pois foi ele quem a trouxe à vida. Esse pensamento consolida a idéia de que temos de amar a Deus incondicionalmente, para podermos crer Nele; aquele não confia plenamente no Senhor, não pode dizer que o ama porque desconfia do Seu amor (I João 5. 1-5).
Há uma classe de pessoas que trovejam seu amor por Deus enquanto estão em situação confortável e a abundância descansa em suas vidas, mas ao primeiro sinal de adversidade abandonam, primeiramente a igreja, criticando o ministério, acusando suas falhas e virando as costas para aqueles que as acolheram com tanto carinho e fatalmente terminam por abandonar até mesmo o evangelho e o amor de Deus, sendo atraídos por propostas mais atraentes que os sofrimentos que competem a aqueles que querem continuar servindo a Seu Senhor, demonstrando assim seus interesses paralelos e mesquinhos.

APRENDENDO COM A ADVERSIDADE

Não existe outra maneira mais segura e confiável de testar alguém, que não seja através da provação, a provação refina sentimentos e forja o caráter, esse por sinal só sabe quem o tem, quem já foi posto à prova nas mais diversas situações e de todas levanta-se imbatível (Tiago 1.12; I Pedro 2.18-21). O segredo dos vitoriosos reside no fato de eles nunca se renderem diante das circunstancias e acreditar que em tudo, Deus tem um propósito (Provérbios 16.4), e que esse propósito sempre resulta em benefícios para os Seus filhos. Na ocasião da prisão de Paulo e Silas em Filipos, nada adiantaria se eles começassem a reclamar e murmurar de sua situação, a praguejar contra seus torturadores, amaldiçoá-los e impetrar palavras contra eles. Essa atitude seria inútil. Nessas horas é que se conhece quem serve a Deus e quem não, mesmo diante de uma injusta condição, os dois entoaram cânticos a Deus conscientes de que o Senhor tinha um propósito naquilo tudo e foram os instrumentos para cumprimento desse propósito; o carcereiro nunca teria sido salvo se aqueles homens tivessem seguido o seu caminho sem terem passado por aquela prisão. Deus sabe perfeitamente a quem Ele pode atribuir a tribulação, assim como quem tem convicção de que a luta é proveniente de consentimento divino, não entrega os pontos e se coloca à disposição do Senhor para que o Seu nome seja glorificado através de sua vida. Paulo disse: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.” Romanos 8.18. 

CONCLUSÃO

Devemos entender e aceitar que Deus é o Senhor de nossas vidas e, que tudo que nos acontece está sob o controle Dele, nessa vida estamos sujeitos as adversidades, às lutas, aos problemas, das coisas exteriores e das interiores, Jesus advertiu que teríamos aflições (João 16.33) e o salmista confessa isso também (Salmo 34.19),mas declara com firmeza que de todas o Senhor o livra.Além do que, a única saída de um buraco é para cima, quem está passando por lutas tem de olhar para o alto, é de lá que vem a resposta definitiva “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” Hebreus 4.16.