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A TRAMA DA ILUSÃO

Passagem Bíblica: Lucas 15.25-32
Memorizar: Provérbios 14.12

Introdução

É importante, em dias como os atuais, que o crente esteja atento para saber a diferença de um sonho para uma ilusão. Alimentar sonhos, buscar condições para torná-los realidade, são motivos positivos que levam o homem ao prazer de vive, buscando novas realizações. As ilusões se desgastam e trazem decepções porque são passageiras e não possuem fundamento para se realizar.

O PODER DA ILUSÃO

Quando se fala em ilusão, tem-se a idéia de algo muito bom, que promove benefícios incomparáveis. Sendo a ilusão um engano que se contrapõe á realidade, deve ser indesejada e evitada.
A ilusão de alcançar o podero caso de Adão e Eva foi justamente baseado na ilusão de conseguirem ser tão poderosos como Deus (Gênesis 3.5,6). Segundo o conselho da serpente, quando eles conseguissem possuir a mesma sabedoria que Deus, seriam iguais a Ele.
A ilusão de um reiA história do rei Manassés também é um exemplo de alguém que almejou o poder e procurou conquistá-lo de maneira errada. Existe a ilusão de ser poderoso é poder possuir tudo o que se deseja e ter a todos à disposição, sob domínio, fazendo aquilo que bem entender, sem respeitar o direito do próximo. Manassés foi ainda mais além com a ilusão. Desrespeitou o próprio Deus (II Crônicas 33.1-9). Iniciou o reinado ainda muito jovem, com apenas 12 anos, e entrou logo pelo caminho da desobediência. Não quis seguir os caminhos de seu pai e muito menos ouvir falar no Deus a quem ele servia. Fez coisas abomináveis aos olhos do Senhor. Chegou ao absurdo de colocar imagens para serem adoradas dentro do templo e fez o povo se tornar idólatra. Ensinou práticas de ocultismo e chegou até ao cúmulo de queimar os próprios filhos em sacrifícios aos seus deuses. Ele se considerava mais poderosos que o próprio Deus. Amarga ilusão! Mas, para ele tudo ia muito bem. Porém, existe uma enorme diferença entre “pensar que é”! (ilusão) e “ser de fato” (realidade). A ilusão dura pouco. Foi o que aconteceu com o rei Manassés. Quando se viu cativo, levado para a Babilônia, tratado como um animal, então ele reconheceu que a realidade era bem outra. E, em meio ao sofrimento, voltou-se para Deus e recebeu perdão porque as misericórdias do Senhor são infinitas (II Crônicas 33.11-13).
A auto ilusão é um perigoConfiar em si próprio, na sua capacidade, inteligência e prestígio é mera ilusão – Salmo 30.6; Oséias 12.8. É como aquele fariseu que, orando, expunha a sua auto capacidade numa demonstração de superioridade a todos os demais (Lucas 18.11-12), no que foi reprovado por Jesus. É bem verdade que, para vencer na vida, é necessário que o homem deposite uma certa dose de confiança em si mesmo, mas que não haja exageros, e sim o reconhecimento de que tudo o que possui é pela vontade de Deus. Ninguém, pois, se iluda, pensando que por suas próprias condições será capaz de sobreviver.
A ILUSÃO DA LIBERDADE
 
Jesus usou uma parábola em que o filho mais novo de uma família abastada pediu ao pai a sua parte da herança. Por lei, a herança só seria liberada após a morte do chefe da família, a não ser que, pela vontade livre, o pai consentisse em entregar. E foi o que aconteceu. O jovem partiu muito alegre, com a ilusão de encontrar maior felicidade do que a experimentada em família.Viajou para bem longe para que ninguém conhecido interferisse nos seus planos de vida. Sentia-se livre para fazer o que bem entendesse, pois dinheiro não lhe faltava. A liberdade de ação era tudo o que ele desejava. Mas, aquela liberdade era tudo ilusão.

Vivendo de Ilusões

O jovem passou, então, a viver dissolutamente. Acostumado a uma vida pacata, não tinha experiência suficiente para se controlar, quando tudo era novidade. Mesmo porque queria aproveitar intensamente a liberdade que havia conseguido. Tudo era maravilhoso. Viver sem regras, sem horários, sem limitações ou advertências. Era isso mesmo o que ele almejava. Não faltavam os amigos aproveitadores que, certamente, conheciam a ingenuidade do rapaz se prontificaram a ensinar-lhe como deveria gastar a fortuna, com jogos, bebedeiras e meretrizes para satisfazer as suas paixões carnais. Assim, desperdiçou toda a fortuna. Mas, como um tolo, pensava que tudo corria bem (Provérbios 12.15). Tão entusiasmado vivia pela liberdade conseguida, que se sentia seguro e feliz sem atinar para a realidade (Provérbios 14.16). Mas como toda a ilusão é efêmera e passageira, o pior aconteceu.

Caindo na Realidade

Quando o jovem deu conta da situação, sem dinheiro, sem amigos, sozinho, com fome, sem ter onde recolher-se, sentiu necessidade de procurar um trabalho para garantir sua sobrevivência. O único serviço que encontrou foi o mais humilhante que um judeu poderia executar: cuidar de porcos, que era um animal considerado imundo para eles (Levítico 11.7). O pecado é assim: leva o homem à mais completa tristeza e necessidade. O jovem precisou perder tudo para valorizar o que antes possuía na casa de seu pai. “Tornando em si...” Lucas 15.1), isto é, recobrando os sentimentos, reconheceu o grave erro e lembrou-se de retornar à casa paterna. A ilusão havia terminado. Agora, a realidade se apresentava mais forte. E, tocado pelo arrependimento, reconhecendo sua indignidade, tomou coragem e partiu de regresso ao lar onde foi recebido com um abraço de perdão. “E, levantando se foi para a seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou.” Lucas 15.20.

CONCLUSÃO

O pai amoroso está sempre à espera do regresso do filho que partiu em busca dos prazeres mundanos. A ilusão embota a mente humana de tal maneira que a pessoa perde a noção da verdadeira realidade e passa a viver no pecado. Perde a noção de valor de tudo o que é bom, moral e espiritual e, torna-se um escravo do mal. Porém, Jesus perdoa o que volta arrependido.